Um Blog é uma janela escancarada...

Aberta a janela da alma, descrevi muito mais que simples sentimentos, convido a todos para viajar neste meu vício, versar sobre tempo,solidão, amor, injustiças, coerências e incoerências de tantas vidas, tantos sonhos e por vezes desilusão...

Renata Rimet

sexta-feira, 21 de maio de 2010

VÍCIOS E VERSOS

Conselhos, já dizia minha avó, dá-se a quem pede e não se oferece...mesmo assim não estiveram ausente, tantos foram os momentos que lhe disse: - larga essa vida meu querido, vício mata, larga esse papel, larga este mundo  irreal...



Hoje encontrei meu amigo, fiquei assustada com a imagem, tentou largar o vício e sofria uma terrível crise...




Estou em crise de abstinência

O suor corre cálido na pele fria
Os dedos trêmulos se contraem
As pálpebras pesam nos olhos
Enquanto as pupilas se dilatam


Abate-me uma súbita vertigem
Náusea e a garganta ressecada
Eu estou visivelmente ofegante
Sinto a boca amarga ressecada


Noto que estou sedento e ávido
Qual lince que a caça espreita
Isso tem efeito alucinógeno
Acredito que me perseguem


Não posso conter o meu vicio
Eu preciso acalmar a mente
Eu preciso fazer novamente


Os espasmos só aumentam
Os pelos se armam eriçados
Eu careço, eu quero, e peço
Eu preciso escrever um verso
Eu necessito rabiscar poesias

Pinho Sannasc



Dêem urgente papel e caneta ao moço, precisa curar a crise de abstinência!!!



 ... certa estava minha avó, conselho bom seria vendido, ao poeta viciado no seu mundo de versos não mais lhe nego o direito de sonhar... escreva o quanto queira, estarei aqui e não mais vou criticar, seu vício é muito lindo e tende encantar...


Renata Rimet

 
 
imagem: http://4.bp.blogspot.com/_4cTuXm-X6iw/SilOF9yBBtI/AAAAAAAADdw/xhxC7guqZGs/s400/PRESOS+2.jpg
poesia: Vícios em Versos de Pinho Sannasc

sábado, 1 de maio de 2010

Dia do Trabalho, Escritores e Educadores‏

Escritores e Educadores são pilares do conhecimento e da estrutura social de um país. Em muitos são reconhecidos, valorizados e bem pagos. Apesar dos elogios notórios por sua verdadeira identidade básica para crescimento pessoal e social, há países em que a importância que lhes é dedicada é quase nenhuma, porque aos professores se coloca que professor é uma profissão de apostolado enquanto escrever é visto como vaidade e perda de tempo, o que se pode notar pelo abandono dos verdadeiros profissionais qualificados da educação para outras áreas e de escritores e artistas trabalhando em diversos setores para seu sustento pessoal, pois se fossem viver e sustentar famílias destas profissões, ou teriam subvidas ou passariam necessidades básicas.

"Todo trabalho dignifica o homem", bom quer dizer, trabalho, isso significa esforço e recompensa, trabalho e remuneração digna; e não qualquer forma de escravidão não coberta. Comecemos pelo nosso Brasil, que na falta de condições dignas de saúde e educação, gera uma mão-de-obra barata mas deficitária, que humilhada vai pingando de empregador a empregador, que por seu lado se desespera em não encontrar qualificação.

O Anafalbetismo Educacional, na última década, cresceu vertiginosamente na educação pública. O governo não quer que o professor se preocupe em permanecer mais algum tempo com o aluno com dificuldade de aprendizagem, nem mesmo se preocupa com essa aprendizagem. Quer erguer prédios, mas não quer pagar dignamente seus professores, alicerces da educação, embora os encha de elogios nas eleições. Para os organismos internacionais, são enviados dados de quantas pessoas tem acesso a diploma; e de longe alguns acreditam que o país cresce na formação e qualificação da classes de baixa renda gerando melhores oportunidades de vida e acesso a novas realidades; mas quando se vai conferir de perto percebem diplomas que não são documentos credibilizadores de uma formação básica aceitável, mas apenas de vários anos perdidos com uma escolaridade que, raros casos, nunca os permitirá uma boa colocação no mercado de trabalho; gerando subformados que, sem perspectiva, aceitarão subempregos ou entrarão para a marginalidade.

O progresso de um país se mede pelo cuidado que tem com sua educação e sua cultura. Bom, em se tratando de cultura, a coisa piora. Todo mundo vê no escritor, no artista plástico, no cantor, no ator e nas mais variadas formas alguém que pode atuar de graça ou fazer baratinho porque não são vistos como profissionais, mas como pessoas que tem um hobbie, uma vaidade, de tal forma essa marca se alojou em nosso país que muitos também se acreditam assim. São poucos os que insistem que chegam ao reconhecimento e com isso à profissionalização.

Estou pensando se não é o caso de propormos uma Lei específica para os escritores e literatos. Ando rascunhando alguma coisa. Assim que estiver pronto, coloco para a leitura e devidas atualizações norteadas por comentários pertinentes dos nossos membros - e recolhimento das assinaturas, única forma pela qual civis podem colocar uma lei em votação.

A verdade é que o escritor imprime a história nacional nas páginas de seus livros enquanto os professores entre esses e outros saberes passam aos seus alunos parte da bagagem que os vão sustentar nos seus passos individuais. Assim deveria ser...

Por: Ana da Cruz - http://muraldosescritores.ning.com/profile/AnadaCruz

Educadora, tradutora, escritora, filóloga e agente sócio-cultural brasileira

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Renata Rimet
 
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