Um Blog é uma janela escancarada...

Aberta a janela da alma, descrevi muito mais que simples sentimentos, convido a todos para viajar neste meu vício, versar sobre tempo,solidão, amor, injustiças, coerências e incoerências de tantas vidas, tantos sonhos e por vezes desilusão...

Renata Rimet
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de julho de 2010

Ausência Presente

A cena de tão silenciosa chamou minha atenção, o adulto de olhar distante, reflexivo, mudava de posição apenas para confirmar os minutos que passavam, cheguei a contar num espaço de três minutos, repetiu aquele gesto por oito vezes, não entendia se era alguém atrasado para um compromisso, um relógio com problemas, ou sei lá o que...


Na mesma mesa uma criança, um menino de mais ou menos nove anos, enfrentando uma batalha feroz diante de meio litro de refrigerante, batata frita e um sanduiche, que de longe temia presenciar o deslocamento do maxilar a cada tentativa de abocanhar o que lhe parecia o manjar dos deuses...

Começo a buscar semelhança entre os dois seres que ocupam a mesma mesa e se quer trocam palavras ou olhares; percebo que deveria sim existir alguma ligação, muito embora, entretidos em seus pequenos ou grandes universos paralelos, talvez nem se dessem conta...

Algo naquele adulto era perceptível na face do menino, aquele olhar distante, além de um sinal, um pontinho escuro que podia ser notado pouco acima do olho esquerdo, sim, aquele era o sinal...

Realmente existia uma ligação entre ambos, tentava desviar minha atenção daquela mesa, mas o diálogo silencioso que ali era travado ainda precisava dizer-me algumas coisas, e disse...

Aquela compulsão por saber a hora certa é quebrada, o adulto olha para o relógio pela última vez e de repente sorri, vira-se para o garoto e informa que o tempo deles acabou, já estava na hora de devolve-lo a mãe, lembrando que o juiz pediu que obedecesse o acordo, portanto precisava deixá-lo em casa naquele momento, e certamemte no próximo final de semana poderiam se encontrar novamente...

Levantou apressado, pegou o menino pelo braço, que ainda tentava vencer a porção de batatas e saiu em meio a praça de alimentação do shopping, olhei ao redor e tive a triste constatação, existiam muitos outros pais e mães de fim de semana ocupando silenciosamente outras tantas mesas, aguardando a hora combinada.

Renata Rimet

 
imagem1 http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,38947105-FMM,00.jpg
imagem2 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiebF3cj2D-UCFbfBaESTctN6drLCN06MtIyqYK0kesBXXgDL4FF6WL8IFjhtfm1-Xpi0tCw0QjavYR67Kh9NxC37FfdDY1EwE4eEMs1_g98oWbLpY77Txf8HvKu527SakX-cLKZ2unn8AR/s400/shopalim.jpgimagem
imagem3http://2.bp.blogspot.com/_TdHaQ8y5xp4/SczcYBy49I/AAAAAAAAAh8/9yoaloT8E2E/s400/pai+e+filho.bmp

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Verbena, preocupação em pessoa

Verbena era mulher simples, trabalhadora esforçada, mãe dedicada e principalmente, preocupada...







Se um filho demorasse a chegar, lá estava ela, ligando para o colégio, afim de saber o motivo da demora, se algo havia ocorrido, pois seu objetivo era assegurar que os entes queridos estivessem bem...






Se era tarde e o marido não atendia ao celular, não mais conseguia dormir, o pensamento de que algo ruim poderia ter ocorrido tirava-lhe o sono, tornando a espera por notícias um verdadeiro martírio, finalizado apenas quando ouvia o tilintar das chaves próximo à porta, esta era a senha para finalmente uma noite ou algumas horas de sono tranquilo, afinal, filhos e marido estavam bem...






Segue a rotina de dona Verbena, desta vez é ela quem esta na rua, na pressa de chegar em casa, pega uma condução lotada, pois não poderia ser diferente, ela estava preocupada com os filhos, se estariam bem em casa, se haviam jantado, e outras preocupações dignas das mães... quando percebe que o seu ponto foi pedido, mas o condutor apressado, só parou no próximo...






Dona Verbena se vê aflita naquela situação, sozinha na rua escura e deserta, pensa nos filhos, no marido e imagina quantas vezes eles já passaram por tal situação... e agradece a Deus por ter ouvido sempre suas preces e os protegido.






Segue aquela trilha escura e solitária, precisa ser rápida, pois o local é perigoso... De repente, dona Verbena é segura pelo braço, um homem estranho exige a bolsa, o susto é tanto que ela reage, tenta um grito, abafado por um único e derradeiro tiro, leva seus pertences, ignora sua mão estendida pedindo socorro. Nos seus últimos momentos lembra da família, pede a Deus que continue a protegê-los, mesmo agora, na falta de suas preces...


"Quem?" Contos Selecionados - Outubro de 2009
Antologia on line

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Altair Ramos, Almirante-Líder-Irmão

A dmiro sua coragem e
L uta incessante por
T udo aquilo em que
A credita, não julgo seus atos e
I magino muitas vezes o que faria eu
R ealmente se estivesse em seu lugar

R aízes são muito fortes e ligam-nos
A vida é dura para quem não se acomoda
M ãos a obra é sua regra, hoje
O ntem e sempre
S implesmente por acreditar que

A vida pode e deve melhorar se
L evantar nossas cabeças
M irar o horizonte pretendido e seguir objetivos
Í ntegros, claros e possíveis de
R ealizar, mesmo que a batalha seja
Á rdua e seus resultados transformem
N ão só a sua vida, mas a de
T odos que estão a seu redor, por
E ntender que ser feliz é possível se

L evamos em nossas viagens reais e
I maginarias todos aqueles que amamos e
D iariamente participam das
E mpreitadas, abrem mão de pequenos sonhos por
R econhecer nesta liderança a oportunidade de

I r mais adiante e alcançar sonhos maiores
R ealizações pautadas naquilo que fazemos de
M elhor, para si, para o outro e por que não
A os que estão por vir, afinal de contas
O mundo gira e esse garoto não para no tempo


Homenagem a meu querido irmãozinho...http://almiranteaguia.blogspot.com/

domingo, 11 de outubro de 2009

Apenas mais uma vítima do tráfico ?

A o ler o jornal me assusto
P rimeira página
E stampa uma triste rotina
N úmeros que assustam, medem o nível de desrespeito ao ser humano
A os montes, juntam-se os corpos
S ão resultantes das noites urbanas


M ortes, tiros, facadas, pancadas e tal
A ssassinatos banais, brutais
I nstigante a coincidência fatal
S oa estranho o relato daquele que inicia a investigação criminal


U ma vítima do tráfico
M ais parece um código
A lgo que apenas profissionais da investigação compreendem


V erdade afirmar ser um meliante que não pagou sua dívida?
I ncrédulos, familiares questionam
T amanha a frieza dos fatos que
I nterrompe a vida de inúmeros
M eninos e meninas
A ssociar ou investigar?


D iante do fato recorrente
O uvindo a mesma frase


T antas vezes me pergunto
R ealmente são todos usuários e traficantes ?
A policia esta preparada ao responder o que nos soa tão igual ?
F atalmente, se algo me ocorrer, deixo aqui o meu relato
I nformo desde já, que não fumo, não, bebo e não
C onsumo ou comercializo qualquer tipo de droga
O bservem com atenção,


bala perdida, morte mal resolvida, investigação que não termina, pode transformar
a eternidade daquele que perdeu a própria vida...