Desencantado chorou
Não mais acreditou no brilho do sol
Sofreu com seu sorriso
Fugiu ao clarão da lua
Desencantado
Recolheu-se a escuridão
À sombria desilusão
Fechou portas
Extinguiu sonhos
Perdeu esperanças
Desencantado
Sem brilho no olhar
Sem forças para lutar
Encolheu-se na profunda solidão
Desencantado
Mergulhou no passado
Refez caminhos
Observou pequenos detalhes
Antes tão pequenos
Desencantado
Ofuscado por uma pequena luz
Esforça-se timidamente
Buscando sua origem
Segue a luz
Desafiando sentimentos controversos
E segue
Ainda sem encanto
Mas não sabe que o desencanto adormeceu
XXV Concurso Internacional
Edições AG
Coletânea Casa Lembrada,Casa Perdida
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
ACORDEI TARDE
Acordei tarde, percebendo que perdi muitas coisas
Agora sei que não existe tempo hábil para recuperar o que foi deixado para trás...
Deve existir algum culpado, embora também não consiga identificar, talvez existam vários culpados e diversos cúmplices...
Lembro-me vagamente de um rapaz que falou de flores, foi sutil no seu recado...”quem sabe faz a hora, não espera acontecer...” e nós, apenas esperamos, agimos de forma tão alheia, descrente das verdades explícitas e ocultas, que tentavam nos impor
Quem sabe acreditamos que seriamos eternamente jovens... deitados em berço esplêndido, aguardando o futuro que alguém haveria de desenhar...
Tem futuro quem não vive o presente???
Passado tanto tempo, olho para frente e penso... como posso subir uma escada onde não se construíram degraus?
Ontem me diziam que o futuro seria melhor, hoje me dizem que o tempo passou, talvez eu tenha perdido o bonde da história e que o certo era acreditar que o futuro é incerto...
Melhor continuar aqui, encolhidinho no meu canto, não questiono, também não sou questionado... ai!!! Que saudade da minha juventude...aquele era um tempo bom, onde tínhamos realmente, todo o futuro pela frente...
Agora sei que não existe tempo hábil para recuperar o que foi deixado para trás...
Deve existir algum culpado, embora também não consiga identificar, talvez existam vários culpados e diversos cúmplices...
Lembro-me vagamente de um rapaz que falou de flores, foi sutil no seu recado...”quem sabe faz a hora, não espera acontecer...” e nós, apenas esperamos, agimos de forma tão alheia, descrente das verdades explícitas e ocultas, que tentavam nos impor
Quem sabe acreditamos que seriamos eternamente jovens... deitados em berço esplêndido, aguardando o futuro que alguém haveria de desenhar...
Tem futuro quem não vive o presente???
Passado tanto tempo, olho para frente e penso... como posso subir uma escada onde não se construíram degraus?
Ontem me diziam que o futuro seria melhor, hoje me dizem que o tempo passou, talvez eu tenha perdido o bonde da história e que o certo era acreditar que o futuro é incerto...
Melhor continuar aqui, encolhidinho no meu canto, não questiono, também não sou questionado... ai!!! Que saudade da minha juventude...aquele era um tempo bom, onde tínhamos realmente, todo o futuro pela frente...
Apenas mais uma vítima do tráfico ?
A o ler o jornal me assusto
P rimeira página
E stampa uma triste rotina
N úmeros que assustam, medem o nível de desrespeito ao ser humano
A os montes, juntam-se os corpos
S ão resultantes das noites urbanas
M ortes, tiros, facadas, pancadas e tal
A ssassinatos banais, brutais
I nstigante a coincidência fatal
S oa estranho o relato daquele que inicia a investigação criminal
U ma vítima do tráfico
M ais parece um código
A lgo que apenas profissionais da investigação compreendem
V erdade afirmar ser um meliante que não pagou sua dívida?
I ncrédulos, familiares questionam
T amanha a frieza dos fatos que
I nterrompe a vida de inúmeros
M eninos e meninas
A ssociar ou investigar?
D iante do fato recorrente
O uvindo a mesma frase
T antas vezes me pergunto
R ealmente são todos usuários e traficantes ?
A policia esta preparada ao responder o que nos soa tão igual ?
F atalmente, se algo me ocorrer, deixo aqui o meu relato
I nformo desde já, que não fumo, não, bebo e não
C onsumo ou comercializo qualquer tipo de droga
O bservem com atenção,
bala perdida, morte mal resolvida, investigação que não termina, pode transformar
a eternidade daquele que perdeu a própria vida...
P rimeira página
E stampa uma triste rotina
N úmeros que assustam, medem o nível de desrespeito ao ser humano
A os montes, juntam-se os corpos
S ão resultantes das noites urbanas
M ortes, tiros, facadas, pancadas e tal
A ssassinatos banais, brutais
I nstigante a coincidência fatal
S oa estranho o relato daquele que inicia a investigação criminal
U ma vítima do tráfico
M ais parece um código
A lgo que apenas profissionais da investigação compreendem
V erdade afirmar ser um meliante que não pagou sua dívida?
I ncrédulos, familiares questionam
T amanha a frieza dos fatos que
I nterrompe a vida de inúmeros
M eninos e meninas
A ssociar ou investigar?
D iante do fato recorrente
O uvindo a mesma frase
T antas vezes me pergunto
R ealmente são todos usuários e traficantes ?
A policia esta preparada ao responder o que nos soa tão igual ?
F atalmente, se algo me ocorrer, deixo aqui o meu relato
I nformo desde já, que não fumo, não, bebo e não
C onsumo ou comercializo qualquer tipo de droga
O bservem com atenção,
bala perdida, morte mal resolvida, investigação que não termina, pode transformar
a eternidade daquele que perdeu a própria vida...
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